terça-feira, 5 de junho de 2012

QUADRANTE X - todas as edições - número 6

Olá.
Aqui é o Rafael novamente.
Continuando a série de postagens sobre todas as edições da Quadrante X, o número 6 - e suas duas versões.

QUADRANTE X no. 6
Lançada em outubro de 2005
Naqueles dias, as coisas não andavam muito bem para o Quadrinhos S. A.. Um desentendimento entre o Marcel Jacques, então vice-presidente da entidade e que coordenava a produção da revista, e o Byrata, que demorou para entregar sua parte do material da edição, quase causou um racha. (Se não me engano, foi nesse período que ganhamos nossa própria sala na Casa de Cultura de Santa Maria – ou ainda ocupávamos a sala do Curso de Artes, que também funcionava ali? Não lembro bem.) Por conta desse desentendimento, existem duas versões da edição número 6 – (e posso lembrar do quase colapso nervoso pelo qual o Jacques quase passou diante da notícia de que, com a revista já impressa, o Byrata entregou seu material.) Mas o fato é que a edição no. 6 saiu, e a versão “oficial” deste número tem 32 páginas (sem contar capa). A primeira versão impressa nem chegou a ser amplamente vendida. Bom: os trabalhos da versão “oficial” são: iniciando, após o editorial, com uma matéria de Jesus Nabor Ferreira, gerente da gibiteria Zona Franca Comics de Santa Maria, sobre o saudoso mestre Eugênio Colonnese; a seguir, Antônio Pereira Mello desenterra mais um material antigo seu – ele fez o roteiro da cômica Vinte e Um Trouxas, com arte de Joe Nunes; a seguir, Gabriel Cóser volta à revista, trazendo a segunda e última aventura do herói O Nada, justamente A Morte do Nada – desta vez, sem o hachurado e o sombreamento que caracterizavam sua arte; em seguida, Al Mário, que durante um período fez charges para o jornal A Razão de Santa Maria, coloca algumas amostras desse trabalho; continuando com o tal material que o Byrata entregou atrasado, o sexto capítulo do Xirú Lautério e os Dinossauros; em seguida, Bício traz mais de seus cartuns malucos, desta vez ironizando O Mundo dos Esportes; em seguida, Marcel Jacques traz a história de suspense A Entrega, uma versão muito pessoal da historinha da Chapeuzinho Vermelho, com uma Chapeuzinho bad girl (que vocês podem ver na capa acima, de Marcel), um lobo monstruoso e um caçador maquiavélico; em seguida, Alex Cruz vem com... não, desta vez não com Capoeira Negro, mas desenhando uma historinha mais cômica, Vaidade Cabeluda, com roteiro de Milton; a seguir, Rafael Grasel com a segunda parte do arco A Moto do Compadre, do Teixeirão; e, encerrando, Milton, trazendo amostras de seus cartuns. A primeira versão impressa da revista não tem o capítulo do Xirú Lautério (e, consequentemente, menos páginas), as histórias aparecem numa ordem diferente e, no final, há uma historinha curta, antiga e tapa-buraco, do Marcel Jacques. A capa é a mesma. Tentem encontrar esta primeira versão, se forem capazes, colecionadores.

(texto publicado originalmente em http://estudiorafelipe.blogspot.com.br/, com alterações. Os trechos em itálico e entre parênteses são colocações pessoais do autor do texto.).
Na próxima postagem da série: o número 7.
Até mais!

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